8° Etapa-Perito Moreno e Fritz Roy


Logo ao chegar em El Calafate (AR) fizemos a reserva no hotel para o muito bem falado (porém ‘mui’ caro) minitrekking na Geleira Perito Moreno, e na manhã de quinta feira (12/12) saímos ainda engolindo o café para podermos chegar ao Parque Nacional dos Glaciares às 11h horário de saída do barco para o passeio. Como poucas vezes nesta viagem embarcamos junto com a turistada na embarcação Perito Moreno a qual nos levou até o outro lado do glacial para começarmos o trekking. O dia estava lindo e ao avistarmos o monstruoso glacial nos causou um impacto muito grande, é realmente impressionante, só não tão impressionante quanto aos enormes estrondos que fazem as partes desprendidas do glacial ao caírem na água. O nosso trekking começou com uma bela trilha em meio ao bosque até chegarmos ao local onde colocamos os ‘’grampones’’ para poder andar sobre o gelo. Ao subirmos no glacial, aos poucos se acostumando com a nova superfície a única que caiu do nosso grupo foi a polaca bem no momento em que eu não estava perto, mas, a gringaiada ajudou ela. A medida que avançávamos ao interior do glacial o mesmo se mostrava de um aparente branco imutável as mais variadas e fantásticas formas e tons de azul. Ora um azul cristalino penetrante junto as leves torrentes de água a cortar o glacial, ora um verde escuro das imensuráveis cavernas de gelo, que levavam ao interior gigante. Até aqui a nossa experiência mais fantástica. Depois do passeio, fomos aos mirantes para avistar o glacial de cima e ter uma ideia do tamanho do mesmo. Voltamos a El Calafate, trocamos o óleo (azeite) da La Poderosa e fomos ao hotel.

No outro dia (13/12), estava muito frio e o céu bem nublado, saímos então em direção a El Chaltén para conhecer o Cerro Fritz Roy. Antes de chegar no cerro, no esplendoroso hotel Estância La Quinta o qual passaríamos a noite não deu vontade de sair mas, após uma empolgante conversa com a atendente do hotel, ela nos convenceu que teríamos uma bela visão do cerro após uma pequena e leve caminhada até a chamada “Laguna Capri” que como ela nos apresentou no mapa, estava logo ali. Então animados e alimentados, preparamos nossos equipamentos de trekking (água e bolacha) e fomos. Após íngremes duas horas e meia, o pacote de bolacha, quase toda garrafa de água, recebemos a motivante informação de uma gringa espanhola ‘’seguramente más 2h até a laguna’’. Não deu as duas horas mas nos rendeu mais uma bela caminhada e então chegamos a famosa Laguna Capri, parecia uma volta do rio Jordão, com um diferencial, um vento avassalador, soprando aos quatro cantos da Laguna. Após muita areia nos olhos, folhas nos cabelos, mochila e garrafa de água voando, para nosso deleite, chegamos ao famoso lugar para avistar o Cerro Fritz Roy quando olhamos ao alto vimos um exército de nuvens, relâmpagos e uma animadora chuva que começara a cair e o famoso Fritz Roy ficou para uma próxima (com certeza para nossos amigos motoqueiros selvagens – vide 1ª parte) porém, ganhamos o dia ao retornar a esplendorosa Estância La Quinta e o banho com sais de banho nos fez terminar com final feliz a epopéia.