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Saímos do ótimo hotel em Comodoro Rivadavia (La Playa) em direção a Rio Gallegos, uma viagem tranqüila, com comilanças, ministração do pr Marciano e uma paisagem pouco mutável ao decorrer da nossa velha amiga Ruta 3 nossa companheira desde que saímos de Buenos Aires. O mais interessante neste trajeto foram os famosos extratores terrestres de petróleo da Patagônia, nunca havia pego petróleo na mão, achei muito interessante. Outra coisa muito legal é que na viagem passamos pelo Parque Nacional dos Bosques Petrificados onde pudemos observar várias araucárias pré-históricas petrificadas pela lava de um vulcão (Madre de Dios – acho que era esse o nome). Chegamos em Rio Gallegos ao anoitecer, umas 22:30h.
Ao acordar nesta sexta feira (06/12/13), sabíamos que o último trecho de nossa viagem ao Ushuaia não seria tão fácil, afinal não é todo mundo que consegue chegar ao fim do mundo de carro, tínhamos duas aduanas (as quais ficaram todas as nossas deliciosas frutas e ainda queriam a cracóvia mas eu, gritei ‘’colo-colo’’(clube de futebol chileno) para o guarda chileno e ele se animou e nos deixou com nossa cracóvia), muitos quilômetros no ripio, muitas encruzilhadas ( o GPS perdido), muito, mas muito vento (o qual numa simples abertura de porta o cidadão estava sujeito a perder reais, dólares, pesos argentinos, pesos uruguaios, mapa, carteira, calendário do timão, foto da esposa, cracóvia e até mesmo a porta do carro), uma simples tirada de água do joelho era uma aventura alucinante, totalmente imprevisível, vou poupar os leitores dos detalhes mas, tragédias aconteceram. A sim, sem contar na imprevisível travessia do Estreito de Magalhães. Juntando tudo isso com um inesperado furo em nosso pneu, o qual ocasionou uma complexa e exaustiva troca do referido mas, superados todos os desafios os quais viraram apenas historia ao avistarmos as imponentes montanhas nevadas do Ushuaia. Foi de perder o fôlego. Montanhas quais são o início da faraônica Cordilheira dos Andes (Chile) nossa futura companheira na volta da viagem. Eram 19:50h (no Brasil 20:50h) o sol estava alto e estavam apenas míseros 4ºC lá fora. Nos últimos 100 km, saímos de uma paisagem semi-desertica para uma com arvores, montanhas e neve(e graças a Deus menos vento) ao costuras junto aos quilômetros final da Ruta 3 na esplendorosa paisagem nos trouxe realmente a certeza que é uma vigem única, um marco eterno em nossas vidas. A cidade em si é toda em estilo europeu, cheia de turistas(que vem de avião é claro) e muito agradável, as 21 horas, com o sol brilhando alto ao céu, chegamos em nosso simpático hotel para descansarmos e em 2 dias explorar a cidade mais austral do planeta...
